ALTI TECNOLOGIA - Cenário de Proteção Digital 2026

Cenário de Proteção Digital 2026

As tendências que moldarão o ano na defesa cibernética

Apresentação

Este dossiê consolida a perspectiva da ALTI TECNOLOGIA sobre o status da segurança da informação em 2025 e as diretrizes centrais que desenharão o ano de 2026. Fundamentado na avaliação dos estudos mais recentes divulgados por nossos aliados estratégicos, elaboramos uma visão unificada que liga estatísticas globais às mudanças já visíveis no mercado nacional.

Nos últimos ciclos, o horizonte de perigos transformou-se em ritmo inaudito. A automação alavancada por IA, a proliferação de bots, a escalada de violações contra APIs e o amadurecimento do ecossistema delitivo tornaram as ofensivas mais velozes, efetivas e complexas de rastrear.

Simultaneamente, a sofisticação das estruturas atuais — englobando softwares distribuídos, tráfego entre microsserviços, ecossistemas multicloud, dados confidenciais, OT e sistemas ciberfísicos — passou a requisitar novos padrões de blindagem, governança e observabilidade.

A meta deste material é expor um panorama nítido sobre como esses vetores estão desenhando o risco digital atualmente e o que indicam para 2026, enfatizando os movimentos de maior impacto para corporações atuantes no Brasil.

Introdução

2025: O Ano da Aceleração Ofensiva

O ano de 2025 firmou-se como um dos períodos de maior hostilidade já documentados. A análise conjunta dos principais relatórios mundiais — como os da Check Point e Fortinet — aponta que o cibercrime ingressou em uma era industrial, movida por automação, exploração relâmpago de falhas, mercados negros mais organizados e uma transição evidente para táticas que maximizam danos e lucro.

O indício primário dessa mudança está na agilidade do adversário. Dados da Fortinet revelam que o volume de recon avançado — fase onde criminosos mapeiam ativos vulneráveis — subiu 16,7%, chegando a 36 mil varreduras por segundo em serviços web, aplicações e protocolos industriais.

97 bi
Tentativas de exploração
Vulnerabilidades exploradas em um único ano
5,4 dias
Janela de exposição
Tempo médio entre publicação e ataque
+42%
Credenciais vazadas
Aumento na oferta em mercados ilegais

O mercado ilegal também se profissionalizou. Detectou-se um aumento de 42% na oferta de credenciais vazadas, enquanto fóruns da darknet viram um salto de 500% em logs de acesso circulando entre infratores. A Check Point reforça essa tendência, notando um aumento de 58% em ataques via infostealers, alimentando um ciclo onde invasões iniciam-se, frequentemente, pela aquisição de acessos prontos.

A superfície de ataque também se dilatou:

  • Dispositivos móveis viraram portas de entrada vitais, com phishing multicanal e apps fraudulentos;
  • Nuvem e SaaS seguem como vetores primários, mormente por falhas de configuração;
  • OT e IoT continuam expostos por protocolos frágeis e segmentação precária;
  • O e-mail persiste como o canal de custo baixo e alto retorno para o crime organizado.

O Ransomware evoluiu para uma nova etapa: da criptografia simples para a extorsão via exfiltração de dados e ameaça de exposição, somadas a pressão direta em executivos. O setor de saúde tornou-se o segundo setor mais visado (47% mais ataques ano a ano) devido à criticidade de seus dados e a impossibilidade de paradas.

Entrada da IA no Arsenal Ofensivo

2025 marcou a entrada explícita da Inteligência Artificial no arsenal ofensivo. Modelos "Dark" como HackerGPT, FraudGPT e WormGPT, permitem criar malware e campanhas completas sob demanda, além de extensões nocivas e uso de LLMs para phishing automatizado. Essas ferramentas mostram que a automação agora é uma arma madura também para o agressor.

Para 2026, a ALTI TECNOLOGIA explora nos capítulos a seguir como essa aceleração impacta domínios vitais: Segurança de IA, APIs, AppSec, Cloud, CPS e OT.

Capítulo 1

Segurança de IA e para IA

A adesão empresarial à IA disparou, mas o cibercrime avançou ainda mais rápido. O relatório da Check Point indica que a IA passou a atuar a favor do atacante, ampliando a escala e a personalização das ofensivas.

LLMs Públicos: O Laboratório do Crime

Novos modelos lançados tornam-se imediatamente objeto de testes no underground. Criminosos utilizam essas ferramentas para gerar phishing convincente, escrever scripts de exploit, automatizar fraudes e criar payloads de baixa detecção.

A Ascensão dos "Dark Models"

Surgiram modelos desenhados exclusivamente para o ilícito, como OnionGPT, HackerGPT e WormGPT. Sem travas éticas, essas plataformas permitem criar malware e campanhas de fraude completas sob demanda.

O Risco no Uso Corporativo

A segurança de IA envolve também proteger o uso interno:

  • Shadow AI: Colaboradores inserindo dados sensíveis em ferramentas públicas;
  • Plugins sem validação: Coleta indevida de sessões;
  • Código via IA: Acelera a produção, mas também a inserção de vulnerabilidades.

Proteção de Modelos Proprietários

Com empresas treinando seus próprios LLMs, surge a necessidade de proteger o próprio modelo contra Prompt Injection, Jailbreaks e manipulação de comportamento.

Governança de IA Interna

Organizações que usam IA (chatbots ou agentes de código) precisam de políticas internas. Recomenda-se proibir inserção de segredos ou dados sensíveis em LLMs públicos e documentar casos de uso (p.ex. revisão de código ou geração de relatórios). Treinamentos curtos podem alertar sobre riscos como prompt injection. Além disso, criptografia de dados confidenciais e segmentação de IA em redes separadas reduzem vazamentos acidentais.

O que isso significa para sua empresa

Para a ALTI TECNOLOGIA, 2026 exigirá tratar a Segurança de IA como um novo domínio de risco, garantindo visibilidade total, conectando o tema à Segurança de Dados e integrando com AppSec para revisar códigos gerados por máquina.

Capítulo 2

API Security: Onde a Lógica de Negócio Vira Alvo

APIs sustentam a inovação digital, mas consolidaram-se como um dos alvos favoritos de bots e atacantes. Em 2026, proteger APIs será tão estratégico quanto proteger identidades.

Ataques Automatizados em Escala

O relatório da Akamai aponta que bots impulsionados por IA cresceram 300% em um ano. Eles exploram sessões, abusam de autorizações e testam ataques de lógica de negócio em escala massiva.

+300%
Bots com IA
Crescimento em ataques automatizados
32%
Empresas em risco
Acreditam que violação via API é iminente

Vetor de Identidade e Nuvem

A Fortinet destaca que APIs são críticas no comprometimento de ambientes cloud. Em 20% dos casos, novas APIs foram invocadas por contas comprometidas para escalar privilégios ou exfiltrar dados.

Ponto Cego de AppSec

Segundo a Checkmarx, a superfície de APIs cresce mais rápido que a defesa. 32% das empresas creem que uma violação via API é iminente. Shadow e Zombie APIs (esquecidas ou não documentadas) permanecem como grandes riscos.

Exemplo Zero Trust em ambiente Cloud

Um modelo Zero Trust em ambiente cloud exige identificar cada carga de trabalho (serverless, VM ou container) e aplicar autenticação/autorização para cada conexão. Por exemplo, microssegmentação com firewall interno em cada host pode garantir que VMs só comuniquem em portas específicas com serviços autorizados (principle of least privilege). Gestão de identidade centralizada (MFA em acesso a console/API) e análise contínua de comportamento (User & Entity Behavior Analytics) completam a estratégia.

O que isso significa para sua empresa

A ALTI TECNOLOGIA recomenda para 2026: acelerar a descoberta de APIs ocultas, aplicar Zero Trust a cada requisição e monitorar o tráfego focando em comportamento, e não apenas em assinaturas conhecidas.

Capítulo 3

Application Security: Blindando Código em Alta Velocidade

O ciclo moderno de desenvolvimento — acelerado por IA e pipelines automáticos — criou uma dinâmica onde o software evolui rápido demais para modelos tradicionais de segurança.

IA como Copiloto

Em muitos times, mais de 60% do código já é gerado automaticamente por assistentes de IA. Isso agiliza entregas, mas multiplica a chance de introduzir falhas logo no commit inicial.

81%
Código vulnerável em produção
Liberado por falta de tempo para correções
98%
Incidentes recentes
Ligados a código inseguro

Código Vulnerável em Produção

A pressão por time-to-market gera riscos: 81% das organizações admitem liberar código vulnerável para produção por falta de tempo para correções. Como resultado, 98% registraram incidentes ligados a código inseguro recentemente.

Playbook de IR (Incident Response)

Diante de um incidente em ambiente cloud, sugere-se seguir o ciclo NIST (identificação, contenção, erradicação, recuperação e lições aprendidas). Na nuvem, destacam-se ações como: isolamento rápido de instâncias comprometidas (via scripts de automação), corte de credenciais expostas (rotação imediata de segredos/SSO), restauração de dados críticos a partir de backups imutáveis e análise forense em imagens de VMs.

O que isso significa para sua empresa

Para 2026, a ALTI TECNOLOGIA defende uma abordagem code-to-cloud: integrar segurança no pipeline, automatizar a triagem de falhas e reforçar a governança de bibliotecas open-source.

Capítulo 4

Governança de Fluxo de Aplicação: A Visibilidade do Caminho

O relatório da AlgoSec evidencia que a falta de visibilidade sobre a conectividade das aplicações afeta a resiliência. Em ambientes híbridos, entender o fluxo entre microsserviços e nuvens é vital.

71%
Equipes com dificuldades
Para visualizar conectividade e dependências das aplicações

Atualmente, 71% das equipes de segurança relatam dificuldades para visualizar a conectividade e as dependências das aplicações, o que atrasa a detecção de ameaças e permite configurações permissivas. Essa lacuna operacional é um fator de risco maior do que vulnerabilidades técnicas isoladas.

O que isso significa para 2026

As empresas precisarão garantir visibilidade total dos fluxos, fortalecer a segmentação baseada na necessidade real e automatizar a validação de políticas para reduzir caminhos laterais que facilitam intrusões.

Capítulo 5

Cloud Security: Gerenciando a Complexidade

A nuvem é a base da arquitetura moderna, mas sua complexidade superou os controles. A Fortinet revela que a maioria das brechas nasce de erros de configuração e falta de visibilidade em ambientes multicloud.

Realidade Híbrida

54% das empresas usam modelos híbridos e 78% operam com dois ou mais provedores de nuvem. Essa fragmentação cria inconsistências de segurança. A escassez de mão de obra especializada em cloud security (citada por 76% das empresas) agrava o cenário.

54%
Modelos híbridos
Empresas com infraestrutura mista
78%
Multicloud
Operam com 2+ provedores
97%
Preferência
Plataformas unificadas (CNAPP, CSPM)

Consolidação de Ferramentas

A tendência é clara: 97% preferem plataformas unificadas (CNAPP, CSPM) para reduzir silos e melhorar a detecção em tempo real.

Proteção de Dados e LGPD

Em ambiente de nuvem privada, corporações devem lembrar que dados pessoais são regidos pela Lei 13.709/2018 (LGPD). Isso implica garantir mecanismos de transparência, consentimento e segurança equivalentes aos exigidos por lei. Em especial, exige-se o cumprimento de obrigações do controlador e operador (Art. 46 da LGPD), uso de DPO ou encarregado e realização de impacto (DPIA) quando necessário.

O que isso significa para sua empresa

Para a ALTI TECNOLOGIA, a prioridade é adotar plataformas unificadas que integrem identidade, rede e configuração, garantindo visibilidade contínua e não apenas em auditorias pontuais.

Capítulo 6

CPS Security: O Risco Alcança o Mundo Físico

Sistemas ciberfísicos (CPS) ampliaram a superfície de ataque para o mundo real. O relatório da Claroty mostra que riscos digitais agora geram impactos físicos, pressionando a governança.

Cadeia de Suprimentos como Vetor

49% das organizações veem tensões geopolíticas elevando o risco em CPS, e 67% reavaliam a geografia de seus fornecedores. Incidentes originados por acessos de terceiros representam 46% dos casos.

49%
Tensões geopolíticas
Elevam risco em CPS
67%
Reavaliação
Da geografia de fornecedores
76%
Pressão regulatória
Novas normas exigirão revisões

Pressão Regulatória

Setores críticos enfrentam normas mais rígidas. 76% acreditam que novas regulações exigirão revisões profundas nas estratégias de CPS.

O que isso significa para sua empresa

Em 2026, será essencial tratar a cadeia de suprimentos como parte do perímetro, integrar a visão de OT, IoT e TI, e preparar as operações para resistir a indisponibilidades físicas.

Capítulo 7

OT Security: Da Fábrica para a Diretoria

A Segurança de Tecnologia Operacional (OT) deixou de ser técnica e virou estratégica.

Governança Executiva

52% das empresas já colocaram a segurança de OT sob responsabilidade direta do CISO, e essa tendência deve chegar a 80% nos próximos meses.

52%
Sob CISO
Segurança OT na alta governança
49%
Nível avançado
Maturidade crescente em OT

Desafios Persistem

Apesar da maturidade crescente (49% em nível avançado), sistemas legados e protocolos inseguros (como Modbus) continuam vulneráveis. A convergência TI/OT exige equilíbrio entre a segurança exigida pela TI e a estabilidade exigida pela operação.

O que isso significa para sua empresa

A ALTI TECNOLOGIA recomenda integrar a governança de OT ao CISO, manter inventário contínuo de ativos industriais e aplicar segmentação forte entre as redes de TI e produção.

Conclusão

As Ameaças Aceleraram. Sua Defesa Também Precisa Acelerar.

A análise integrada dos dados confirma: o atacante opera com velocidade e inteligência inéditas. Em 2026, a defesa precisa evoluir com a mesma rapidez, adotando modelos de segurança contínua e integrando áreas antes isoladas.

A ALTI TECNOLOGIA está pronta para apoiar sua empresa nessa jornada, unindo expertise e as melhores tecnologias globais para transformar complexidade em resiliência.

Transformando complexidade em resiliência através de expertise e tecnologia de ponta.

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